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As pessoas são melhores se descobrirmos o que nelas há de melhor. A sociedade torne-se melhor se as pessoas forem niveladas por cima.

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As pessoas são melhores se descobrirmos o que nelas há de melhor. A sociedade torne-se melhor se as pessoas forem niveladas por cima.

Quando o Carmo cair no Rossio

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Lisboa está localizada numa das zonas de maior perigo sísmico do nosso planeta. Todos o sabemos.

Alguns também sabem que em Lisboa a actual Avenida da Liberdade já foi um rio e o conjunto Rua da Palma e Avenida Almirante Reis foi outro rio. Que a margem sul do estuário do Tejo é formada por muitos esteiros, ao contrário da margem norte, isto é, Lisboa, onde a erosão das correntes fluviais do Tejo e dos afluentes que atravessavam Lisboa, em direcção ao mar, e as frequentes inundações e deslizamento de terras subsequentes alisaram a costa e as encostas das colinas olissiponenses num processo de erosão contínuo.

As inundações da baixa de Lisboa são ainda uma realidade no século XXI, tanto as que não podem ser evitadas, porque as forças da natureza nunca ninguém as venceu, como as que existem por incúria e incompetência, todos sabemos de quem. As explicações dos políticos, nessas ocasiões, podiam ser compiladas num livro de anedotas.

Agora, o cidadão comum começa a perceber (será que começa mesmo?) que o dinheiro é gasto a alargar umas ruas e a estreitar outras, consoante o estilo artístico preferido do presidente eleito para cada mandato, mas o cuidado que a edilidade devia ter, não existe. Provavelmente porque não é obrigatório ser-se alfacinha para ser presidente de câmara, qualquer pessoa, mesmo sem capacidade para amar Lisboa, pode sê-lo se estiver bem colocado dentro de algum partido.

Agora é a Graça a cair para a ribeira da Rua da Palma. Amanhã pode ser o Carmo a deslizar para o Rossio.

Mas, seja qual for o mandato, e neste concretamente, há sempre um presidente ou outro responsável da autarquia a vir sorridente informar que o perigo já passou, que está tudo bem, que não há razões para preocupação. Nem mesmo que a fiscalização e vigilância da câmara actuassem, isso seria verdade, quanto mais assim.

Quando o Carmo cair no Rossio… irá só, porque da Trindade já nada resta.

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