Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

nivelar-por-cima

As pessoas são melhores se descobrirmos o que nelas há de melhor. A sociedade torne-se melhor se as pessoas forem niveladas por cima.

nivelar-por-cima

As pessoas são melhores se descobrirmos o que nelas há de melhor. A sociedade torne-se melhor se as pessoas forem niveladas por cima.

Neorracismo

racismo revista audácia.jpg

No livro da quarta classe estava bem explicada a diferença entre as quatro principais raças humanas: amarelos, brancos, pretos e vermelhos. Explicada e ilustrada com desenhos dos rostos. Memorizei a principal característica, ou a que me pareceu principal: a inteligência. Textualmente lia-se que os amarelos eram os mais inteligentes, seguidos dos brancos e que os pretos eram os menos inteligentes. Provavelmente até existiam estudos que pudessem servir de base à afirmação. A qualidade e seriedade dos mesmos contesto hoje. Mas achei bastante interessante esta classificação, eu gosto muito de sistematizações, que certamente influenciou a minha maneira de pensar e a de tantos portugueses.

Enquanto eu aprendia isto na escola, tantos pretos eram humilhados, torturados e mortos nos Estados Unidos! Foi longo o caminho percorrido até um preto se sentar no primeiro lugar da sala oval. E ninguém tentou sequer provar que se tratou de um presidente mais estúpido que os anteriores.

A atitude racista e discriminatória das pessoas, umas contra as outras, nunca terminará. Somos diferentes e é natural que exista empatia pelos mais próximos, na língua, na cor da pele, ou, pelo contrário, antipatia.

A legislação que proíbe as raças e tenta impor às pessoas o que não é natural não ajuda em nada este sentimento básico, antes o estimula e orienta as pessoas para a mentira.

Uns somos brancos (os albinos?) outros pretos, a maior parte estamos entre a cor creme, ou castanho-rosa muito claro, e o castanho quase negro. Disparate é recriminar a constatação disso. A polícia e a imprensa não devem ou não podem dizer a cor da pele da pessoa que está a ser perseguida por um crime. As estatísticas devem ignorar a cor da pele ou a raça das pessoas. Os brancos apenas são brancos, os pretos apenas são pretos, os ciganos apenas são ciganos, aos olhos da lei, para fins médicos. Porque as raças existem mesmo e a lei reconhece-o e está cientificamente provado que há medicamentos e doenças que actuam de modo diferente em chineses e europeus.

Com excepção da elevada estatura, olhos azuis, cabelos louros, pele muito clara, as características da raça que habita o norte da Europa, atribuir a alguém indicadores de outra raça parece pejorativo. Isto sim é racismo.

A igualdade necessária entre homens e mulheres não está no facto de ocultar as diferenças, mas em considerá-las naturais, necessárias e úteis para ambos os sexos. O mesmo deve ser observado em relação às raças.

Junto da ONU, os ciganos conseguiram que a sua denominação oficial fosse aceita como: um Rom, uma Rommi, os Roma.

A imprensa deixou de se referir a ciganos e passou a designá-los por pessoas de etnia cigana. Mas a imprensa francesa foi mais longe e apenas lhes chama “gents du voyage”, isto é, gentes da viagem ou viajantes. Acham humilhante chamar ciganos aos ciganos. Mas os ciganos denominam-se a si mesmos por ciganos e identificam-se como tal.

Pode alguém renunciar a si mesmo, ao seu povo, à sua árvore genealógica? Não para não estar conectado com algum criminoso, mas por causa da cor da pele? Não nos parece. Não é por ser preta que uma pessoa é mais inteligente ou mais estúpida. E a inteligência parece estar equitativamente distribuída pelas raças e pelos sexos. As diferenças intelectuais e emotivas devem ser consideradas elementos enriquecedores e não demolidores.

O neorracismo é esta tendência macabra para ignorar as diferentes raças, como se fosse vergonha pertencer a um grupo rácico, a uma etnia, e fingir que todos temos a pele da mesma cor, criando estigmas, ilusões e uma nova forma de racismo.

Graças a Deus somos homens e mulheres, somos pretos, brancos, amarelos, vermelhos e uma infinidade de zonas intermédias, somos gordos e magros, altos e baixos, somos diferentes e filhos do mesmo Deus.

Créditos da imagem: Revista Audácia