Terça-feira, 25 de Abril de 2017

25 Abril 2017

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Hoje é 25 de Abril, em Portugal é dia de falar da liberdade.

Falemos então, não daqueles que têm voz e liberdade para se fazer ouvir, mas dos outros.

Não das minorias religiosas ‘perseguidas’ em Portugal, mas da liberdade dos pais poderem exigir ou pedir ou requerer nas escolas que seja respeitado o jejum quaresmal católico das suas crianças.

Não daqueles que são capazes de fazer petições, mas dos que são ignorantes, pouco mais que analfabetos.

Não dos que são capazes de se manifestar nas ruas, mas daqueles que nem greve podem fazer.

Não das liberdades e direitos para aqueles que têm lugar privativo grátis para estacionar o veículo à porta do trabalho, onde vão esporadicamente, mas daqueles que têm dificuldade em pagar o bilhete de transporte para o trabalho e daqueles que nem trabalho têm.

Não dos direitos e liberdades dos que são pagos por dez ou doze empregos e não trabalham em nenhum, mas pela liberdade dos que sustentam esses parasitas.

Não pela liberdade das crianças em terem o direito a mudarem de sexo, em aprenderem correctamente o que são relações sexuais homossexuais, heterossexuais, transexuais, no âmbito da zoofilia ou da necrofilia, mas da liberdade das crianças em aprenderem a ser pessoas responsáveis e respeitadoras dos outros e a serem respeitadas como seres humanos frágeis e sensíveis.

Não da liberdade ao aborto, mas de outro valor muito maior que é o direito a ter condições para gerar e criar e educar o número de filhos que os pais tiverem.

Não da liberdade ao divórcio como regra estabelecida a priori no casamento, como sendo princípio gerador de felicidade, mas do respeito da liberdade pelo outro, pelo cônjuge e assumir com paciência os seus defeitos.

A liberdade chegou e as crianças estão proibidas de trabalhar, excepto se for no âmbito do espectáculo, fazendo enriquecer os pais e outros adultos envolvidos.

Não da liberdade de voto, singela, mas da liberdade de qualquer pessoa poder ser chefe de governo sem estar enfeudada a nenhuma estrutura partidária limitativa da liberdade.

Não da liberdade para cirurgias estéticas, tão hipócritas em muitos casos, mas da liberdade para doentes a sério serem atendidos no Serviço Nacional de Saúde antes de ficarem inválidos ou de morrerem.

Se neste dia da liberdade todos pensássemos em respeitar a liberdade dos outros e não em fazer valer os nossos direitos, pela força se necessário, como se isso fosse liberdade, então talvez houvesse alguma liberdade civil.

 

Orlando de Carvalho

 

publicado por nivelar-por-cima às 19:29

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