Sexta-feira, 23 de Setembro de 2016

Hospitais: trigo e joio

 

Quando um funcionário de um banco, da construção civil, de uma loja, faz asneira grande é punido.

Os padres costumam defender-se uns aos outros. Assim como os professores. E os médicos. Em vez de separarem o trigo do joio, julgam que cuidando do joio evitam que o trigo se confunda com o joio. Idiotas!

Maria foi medicada com comprimidos para emagrecer, enquanto a médica quase a insultava por comer muito e não fazer exercício. Depois de muito tempo nesta andança, um oftalmologista enviou-a com urgência para neurocirurgia onde por pouco lhe salvaram a vida, pois o tumor cerebral que lhe provocava todo o mal-estar estava já muito grande.

Luísa era seguida a peso de ouro por um neurologista, com diagnóstico de uma doença que ninguém conhecia. Um exame oftalmológico que pediu e que revelava uma sombra a ser identificada, pois desvalorizado pelo neurologista. Consultado um médico nos Estados Unidos, a tal sombra revelou-se um tumor maligno. Luísa faleceu: já era demasiado tarde.

Ao neto de Emília foi diagnosticada leucemia. Os tratamentos foram relativamente bem sucedidos. Quando parecia que ia ficar bom, um engano num tratamento arrasou com o jovem. Faleceu.

Áurea estava a ser picada por duas enfermeiras para lhe extraírem do dedo sangue para uma tira de reagente INR. Uma enfermeira não conseguia tirar sangue na quantidade necessária, a outra reclamava que não podiam continuar a gastar fitas que eram muito caras. Fui eu que, enquanto acompanhante, tive que me apropriar dos instrumentos e retirar o sangue à Áurea.

Albano sofreu um AVC isquémico. Transportado à urgência hospitalar foi andando de corredor em corredor, de sala de espera em sala de espera, até ser transferido para um anexo para morrer, porque entretanto, já não havia nada a fazer.

Gracinda caiu e fracturou a anca. Idosa e tomando muitos medicamentos, foi entregue na urgência hospitalar a lista completa dos mesmos. Foi medicada com Tramadol. Os rins pararam, o fígado parou, o cérebro foi afectado. Foi então pedida a lista de medicamentos que tomava, porque se tinha sido entregue outra anteriormente, tinha desaparecido. O Tramadol foi substituído por Ben-u-ron. O registo dos medicamentos administrados foi negado aos familiares (pudera!). Gracinda faleceu.

Continuam a valer-nos os bons profissionais de cuidados de saúde (que são muitos) e os bons serviços funerários.

(os casos são verídicos, os nomes estão trocados)

publicado por nivelar-por-cima às 09:16

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