Segunda-feira, 26 de Setembro de 2016

Políticos querem sexo aos 10 anos?

 

preservativo.jpg

 

Na Roma Antiga, o cônsul dispunha de amplos poderes. O outro exemplo de consulado que temos ocorre na Revolução francesa e, logo de seguida, com o Primeiro Cônsul Napoleão Bonaparte. Em qualquer dos casos, os cônsules quiseram essencialmente saber de si mesmos e da manipulação do Estado em seu favor. Napoleão, em nome da Liberdade, Igualdade e Fraternidade – que saberia ele destas coisas – convenceu o povo francês, gente ignorante, a acompanhá-lo através de toda a Europa, deleitando-se a assassinar gente simples, a incendiar campos semeados, casas de habitação, a mandar aos seus soldados que violassem as mulheres cujas famílias e vida estavam a destruir, evitando assim dar-lhes outro pagamento, em dinheiro, pelo terrorismo que realizavam por toda a Europa.

Ainda assim, tanto em França, como entre as nações destruídas, muitos homens de espírito e mente fraca apoiaram o Imperador de França, permitindo-lhe cometer todas as barbaridades com a maior arbitrariedade possível. Das consequências deste miserável consulado foram testemunhas muitos camponeses e demais povo, mesmo nobres, em Portugal, no início do século XIX.

Definida a ideia e toda a carga negativa que a acompanha, voltemo-nos para o consulado de José Sócrates. Podíamos começar pela vaidade no vestir e comparar Sócrates e Bonaparte, mas ficamo-nos pela Lei 60/2009, que leva as assinaturas de Jaime Gama, Cavaco Silva e José Sócrates.

Trata-se de uma lei feita por quem não entende de educação, nem de sexualidade, nem de crianças, nem sequer das condições de funcionamento de uma escola.

Esta lei ver aqui a lei estipula a obrigação de as escolas distribuírem preservativos ou outros contraceptivos adequados a meninas e rapazes de 10 ou mais anos. Estabelece também um emaranhado esquema de ensino de sexualidade a pessoas que obviamente não estão preparadas. Não basta um homem, professor de uma qualquer disciplina, ser designado pelos outros professores como encarregado do ensino da sexualidade, para ter competência para ensinar meninas de 10 anos, de lhes fornecer preservativos e de as ensinar a usá-los, assim como aos rapazes.

E quando já se pensava que Sócrates estava morto e a caminho de enterrar, surge a deputada Inês Lamego, uma deputada de substituição, com pouco tempo para dar nas vistas, que vem pedir o cumprimento da lei iníqua numa atitude que a traz para a primeira página dos jornais e para os telejornais.

É lamentável que as nossas crianças sejam assim tratadas num abjecto jogo partidário.

 

publicado por nivelar-por-cima às 23:11

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Árvores bombeiras

árvores bombeiras.jpg

 

Já o meu avô sabia que árvores e condições florestais melhor se opunham à propagação dos incêndios. Sabia o meu avô, como todos na aldeia sabiam e por toda a serra.

Veio a hipótese de lucro com o eucalipto e a maior parte das gentes da floresta decidiu arriscar para ganhar um pouco com as novas espécies que faziam perigar a floresta e as povoações para ganhar alguns tostões e dar milhões a ganhar aos tubarões da madeira e do papel.

Como tantas vezes acontece, a descoberta da evidência ancestral por uns investigadores que devem estar a ser bem pagos para isso, é notícia ver aqui. E vale pela notícia, pelo barulho, porque nada mudará, ou já teria mudado, pois o meu avô, se fosse vivo, já teria mais de 100 anos.

Continuar-se-ão a plantar árvores que ardem como palha, pela estupidez, ignorância e ganância de alguns, e os homens cinzentos das multinacionais, das celuloses, dos governos, das finanças continuarão a encher as suas casas à custa dos desgraçados.

 

publicado por nivelar-por-cima às 12:35

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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2016

Hospitais: trigo e joio

 

Quando um funcionário de um banco, da construção civil, de uma loja, faz asneira grande é punido.

Os padres costumam defender-se uns aos outros. Assim como os professores. E os médicos. Em vez de separarem o trigo do joio, julgam que cuidando do joio evitam que o trigo se confunda com o joio. Idiotas!

Maria foi medicada com comprimidos para emagrecer, enquanto a médica quase a insultava por comer muito e não fazer exercício. Depois de muito tempo nesta andança, um oftalmologista enviou-a com urgência para neurocirurgia onde por pouco lhe salvaram a vida, pois o tumor cerebral que lhe provocava todo o mal-estar estava já muito grande.

Luísa era seguida a peso de ouro por um neurologista, com diagnóstico de uma doença que ninguém conhecia. Um exame oftalmológico que pediu e que revelava uma sombra a ser identificada, pois desvalorizado pelo neurologista. Consultado um médico nos Estados Unidos, a tal sombra revelou-se um tumor maligno. Luísa faleceu: já era demasiado tarde.

Ao neto de Emília foi diagnosticada leucemia. Os tratamentos foram relativamente bem sucedidos. Quando parecia que ia ficar bom, um engano num tratamento arrasou com o jovem. Faleceu.

Áurea estava a ser picada por duas enfermeiras para lhe extraírem do dedo sangue para uma tira de reagente INR. Uma enfermeira não conseguia tirar sangue na quantidade necessária, a outra reclamava que não podiam continuar a gastar fitas que eram muito caras. Fui eu que, enquanto acompanhante, tive que me apropriar dos instrumentos e retirar o sangue à Áurea.

Albano sofreu um AVC isquémico. Transportado à urgência hospitalar foi andando de corredor em corredor, de sala de espera em sala de espera, até ser transferido para um anexo para morrer, porque entretanto, já não havia nada a fazer.

Gracinda caiu e fracturou a anca. Idosa e tomando muitos medicamentos, foi entregue na urgência hospitalar a lista completa dos mesmos. Foi medicada com Tramadol. Os rins pararam, o fígado parou, o cérebro foi afectado. Foi então pedida a lista de medicamentos que tomava, porque se tinha sido entregue outra anteriormente, tinha desaparecido. O Tramadol foi substituído por Ben-u-ron. O registo dos medicamentos administrados foi negado aos familiares (pudera!). Gracinda faleceu.

Continuam a valer-nos os bons profissionais de cuidados de saúde (que são muitos) e os bons serviços funerários.

(os casos são verídicos, os nomes estão trocados)

publicado por nivelar-por-cima às 09:16

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Sexta-feira, 1 de Julho de 2016

O sonho parece estar perto. O país rejubila. Tudo vai bem.

portugal-bate-polonia RuiPatrício.jpg

 Rui Patrício defende penalti e...

Portugal está nas meias finais do Euro! O sonho parece estar perto. O país rejubila. Tudo vai bem.

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O meu filho teve de trocar de carro para entrar no centro de Lisboa, por causa da emissão de gases poluentes. O carro era antigo. Não foi só o meu filho, muitas pessoas foram afectadas. Os dirigentes das associações de taxis diziam ontem que confiavam poder continuar a entrar ilegalmente no centro de Lisboa, que a polícia continuaria a compreender a situação deles.

Uns ignorantes acham que salvam Lisboa permitindo apenas aos ricos entrar nela, mas quem tem bons relacionamentos... transgride a lei.

Mas...

Portugal está nas meias finais do Euro! O sonho parece estar perto. O país rejubila. Tudo vai bem.

O primeiro-ministro representa Portugal nos jogos do Euro. Lá estava ele no Portugal-Polónia. Será que pagou ele a deslocação e estadia ou seremos nós a pagar? Mas, que interessa isso?

Portugal está nas meias finais do Euro! O sonho parece estar perto. O país rejubila. Tudo vai bem.

A função pública continua a usufruir das benesses que Salazar criou e que vão sendo desenvolvidas. Quem trabalha para privados trabalha... as horas que forem precisas, mas os privilegiados da função pública ficar-se-ão pelas 35 horas.

Mas...

Portugal está nas meias finais do Euro! O sonho parece estar perto. O país rejubila. Tudo vai bem.

 

publicado por nivelar-por-cima às 08:37

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Domingo, 24 de Abril de 2016

Cravos vermelhos

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Santo António de Lisboa, nascido e baptizado em Alfama, irradiou para todo o mundo a Palavra de Deus e o nome de Portugal. Em vida, notabilizou-se pelo dom da palavra, pelo exercício da caridade, pelo entendimento das Escrituras.

Em Lisboa, é celebrado como santo casamenteiro, como auxílio para encontrar qualquer coisa perdida, com o pão de Santo António, com manjericos, com cravos vermelhos, e também de outras cores, naturais e em papel e são erigidos belos tronos.

Em 1974, uma florista da Baixa de Lisboa, celebrou a Paz, tampando a boca de espingardas com cravos vermelhos. Rapidamente os comunistas adoptaram o cravo vermelho como símbolo da sua ideologia e os anti-revolucionários excomungaram a mesma flor, esquecendo, além do mais, Santo António e cedendo o símbolo àqueles.

Alguma noiva terá desistido de usar rosas cor-de-rosa no casamento para não se parecer com o Partido Socialista? Não creio. E se algumas existiram, não fizeram regra. Não entendo qual é a razão por que continuamos a deixar assim manipular a flor que durante tantos anos foi de Santo António. Querem uns usarem-na para celebrar a data do 25 de Abril. Querem outros usarem-na como bandeira comunista ou de esquerda. Que o façam. Mas que parem de olhar os devotos de Santo António como se usando a flor se estivessem a alistar em alguma coisa em que não se alistaram. E os devotos de Santo António que percam toda e qualquer inibição de usar a flor do padroeiro de Lisboa.

publicado por nivelar-por-cima às 19:03

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Sábado, 23 de Abril de 2016

Abandalhar a nossa língua

letreiro português inglês.jpg

Existe uma conjectura que dirige no sentido do abandalhamento da língua portuguesa até à sua extinção, se possível e de modo a que todos aceitem o facto como natural e - imagine-se! - até benéfico.

No final, ficará apenas o inglês, não pela pureza dessa língua, nem nenhuma outra qualidade, mas porque isso fará alguns ganharem mais dinheiro.

Infelizmente o pontapé de saída foi dado pelos próprios franceses, que são os mais afectados por terem anteriormente sido a língua mais importantes. Andamos nas ruas de Paris, entramos nos cafés, nos restaurantes, falamos com as pessoas, em especial as mais novas, e apenas ouvimos um calão cheio de anglicismos e palavras gaulesas deturpadas de tanto terem sido encurtadas. Uma coisa quase ininteligível!

Isto acontece imposto pelo próprio governo em muitas exigências que faz no uso da língua estrangeira: as crianças, a manter-se o ritmo actual do avanço do inglês no ensino básico, dentro de pouco tempo, poderão aprender melhor e mais cedo essa língua que a materna. Em Portugal poderá acontecer o mesmo que em muitas ex-colónias inglesas, muito grandes, muito povoadas, mas que subalternizam a língua e a cultura para adoptar o inglês. E cada o um de nós participa desta cruzada no seu quotidiano e sem se dar conta.

Na foto inocente que inserimos percebe-se que em inglês escreveram 'and' e em português desenharam um traço. Isto nada adiantaria ao exposto, não fosse repetir-se vezes e vezes.

publicado por nivelar-por-cima às 17:57

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Sexta-feira, 22 de Abril de 2016

Isto não pode acontecer

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Estava presente. O carro não tinha nenhuma identificação de deficiente. Nem o condutor que saiu e entrou para o Centro de Saúde de Loures. Este carro está indevidamente a ocupar o lugar destinado a deficientes à porta do Centro de Saúde.

Não são exibidas melhores provas para não identificar as pessoas em causa. Não haveria benefício para ninguém se o autor fosse interpelado pelas autoridades. Mas convém que nem ele nem outros continuem neste desrespeito criminoso. Fica o alerta: Não faça isto. Respeite os outros. Amanhã pode ser você o deficiente.

 

publicado por nivelar-por-cima às 21:05

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Quarta-feira, 13 de Abril de 2016

Regabofe com as crianças

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Ouvi uma notícia na rádio sobre o insucesso escolar das crianças do 2º ano de escolaridade (a antiga 2ª classe). Cerca de 10 a 11 mil crianças do 2º ano chubam anualmente, afirma a ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues (PS). Nesta ligação, pode ler-se que chumbam mil crianças e ouvir-se a ex-ministra falar em 10 a 11 mil!!! Depois de conversar com algumas pessoas, preparaei-me para escrever um artigo sobre o assunto e fui documentar-me.

Parece que os dados resultam de um estudo. Não percebi porque não se limitaram a recolher dados que de certeza existem no Ministério e foi necessário fazer um estudo para chegar a esta conclusão. O estudo foi feito pela Associação de Empresários pela Inclusão Social. Não sei quem são e fui investigar. Não percebi o que tinham a ver com esta questão, mas percebi que são todos conhecidas figuras do PS.

Os números apresentados não me merecem qualquer crédito. Os objectivos... já percebi que são político-partidários. As crianças... já houve a ministra Maria de Lurdes Rodrigues, o ministro Justino (PS!) que também é do grupo deste estudo...

A Emissora de Rádio Pública (Antena 1) traz isto para os noticiários como se fosse algo de importante. Eu até pensava que as crianças já não chumbavam no 2º ano.

Continua o país de sempre: aldrabar, fazer tudo em cima do joelho, tudo direccionado para a vantagem partidária que os frutos se hão-de recolher dentro do partido.

Uma tristeza neste país. Governam uns, governam outros, quem se lixa é o mexilhão. Quer dizer, quem se lixa são as crianças.

 

publicado por nivelar-por-cima às 19:42

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Segunda-feira, 7 de Março de 2016

De golpe militar a revolução

cardeal tomada posse spinola.jpg

 

Quando eu era criança, a minha mãezinha falava-me dos rios de sangue que tinham corrido nas ruas da Rússia quando ocorreu a revolução comunista.

Hoje, sei que isso era mais característico do tempo das cruzadas e que os chefes comunistas eram pessoas mais sofisticadas e mais cuidadosas. A maior parte das vítimas desaparecia sem rasto de sangue.

Em 1974 sucedeu um levantamento militar em simultâneo com uma revolução.

O levantamento militar teve origem em reivindicações salariais e sociais de militares oficiais de baixa patente. Foi claro, frontal e os homens assumiram a responsabilidade dos seus actos.

A revolução foi inicialmente levada a cabo por militares infiltrados entre os seus camaradas que realizaram o levantamento.

Quem está apensar numa reivindicação profissional nem dá aso, aos que têm em mente uma revolução popular, de o fazer.

Poucos dias depois do golpe militar, o partido enche-se de partidos políticos e as pessoas começam a conviver com isso, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Todavia, apenas uns quantos mais velhos possuem já uma experiência muito superficial dessa vivência. Se em Portugal não existiu vida democrática durante o Estado Novo, ela também não aconteceu na Primeira República nem na monarquia. O povo é, então, na sua quase totalidade, política e partidariamente virgem.

Uns quantos eram militantes e activistas na clandestinidade, havia também os activistas sindicais e contestatários estudantis e intelectuais. Coisa pouca para fazer frente à máquina controladora do Estado Novo. Nem a coligação das grandes potências mundiais, pela força e pela diplomacia, tinha conseguido vencer Portugal e o Estado Novo no confronto bélico nem no argumentário diplomático. Além de que Estado algum na cultura ocidental, ou noutra, tenha alguma vez dado, de boa e livre vontade, uma independência real às colónias que possuía, mas não conseguiu manter.

O Estado Novo acabou por cair e não vamos aqui analisar o porquê. Olhamos para o ambiente que se viveu após a queda. Embora mais de quatro quintos dos portugueses nunca tivessem ouvido falar de Mário Soares ou de Cunhal, eles surgem na vida pública portuguesa como se fossem familiares a todos os cidadãos. Tomou-se a parte mínima pelo todo. E não nos interessa agora saber se isso foi bom ou mau, apenas olhamos os factos.

Os partidos comunistas francês e italiano foram publicitados até à exaustão como exemplos comunistas que não eram bem comunistas, não tinham que ver com o comunismo russo. A mesma posição se apontava aos comunistas espanhóis, esses ainda na ilegalidade.

O marxismo difunde-se então em Portugal numa versão muito soft, muito peace and love.

O MDP/CDE apresenta-se como um movimento cívico que se tinha oposto à ditadura, mais ou menos apartidário e só tardiamente os cidadãos se aperceberam que mais não era que um heterónimo do PCP. Como movimento cívico pela democracia, o MDP/CDE assume o controlo da generalidade das juntas de freguesia e câmaras municipais, expulsando ou saneando os autarcas de nomeação governamental pelo anterior regime.

A dimensão da implantação do PCP em 1974/75 está intimamente relacionada com a dinâmica deste heterónimo e com os infiltrados que conseguiu no movimento dos capitães que operou o levantamento militar de Abril.

Um olhar que pode ajudar a entender o que se passou no país é o que lançamos ao modo como foram ocupados muitos monumentos nacionais ou prédios propriedade do Estado. O MDP/CDE teve papel importante nessas ocupações que usou como sedes nas quais instalou os seus serviços. Aprendida a lição, foi a caça generalizada por parte de todos os partidos, existentes ou imaginados, e movimentos, de esquerda e de direita, às instalações que lhes interessavam.

 

ataque ao patriarcado.jpg

 

 

Os comunistas sabiam bem quais iam ser os seus adversários. Os capitalistas, a quem na altura eles chamavam monopolistas, embora os monopólios só venham a ter relevo nefasto na sociedade portuguesa, sob outros nomes, muito mais tarde, aquando das privatizações originadas pelas nacionalizações, promovidas pelos tais comunistas infiltrados no movimento dos capitães, e com a legislação oriunda da União Europeia. Em segundo lugar, surgia como adversário dos comunistas a pequena percentagem da população com alguma cultura política, da extrema-esquerda, do socialismo não comunista e da direita que emergira do regime deposto. Por último, a Igreja. Conquanto os primeiros fossem combatidos através de adjectivos e cognomes, lemas e chavões, em relação à Igreja a guerra tinha de ser mais subtil. Havia católicos que eram militantes do Partido Comunista. O ataque é então dirigido aos padres que quase são proibidos de falar. os católicos, em geral, são apelidados de progressistas, enquanto os padres especificamente, com raras excepções, são reaccionários. Procura-se calar os padres, manietar as suas palavras nas homilias. Houve, de facto, exageros nalgumas homilias, tanto de padres à direita, como de padres à esquerda, mas não são os partidos políticos que que podem controlar o que o padre diz, na missa ou fora dela, muito menos quando se afirma que as liberdades são respostas com a Queda do Estado Novo, nomeadamente a religiosa e a de expressão. Todavia, apenas os padres que exageravam pela direita incomodavam os comunistas, os que exageravam pela esquerda eram boa gente. A insistência na referência ao termo comunista tem a ver com o ambiente. Sendo os comunistas uma pequeníssima percentagem da população, tiveram que fazer ruído como se representassem todo o povo, excluindo os tais que eles adjectivavam negativamente.

(Este artigo tem continuação)

 

publicado por nivelar-por-cima às 11:50

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Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2016

O pôr-do-sol em Caxias

tejo caxias.jpeg

 Primeiro a anedota.

O homem telefona para a polícia a relatar que tem um ladrão em casa e que o prendeu na casa de banho, mas que precisa de ajuda rápida, que chegue antes do ladrão arrombar a porta. Volta a ligar passada meia hora e dizem-lhe que têm todos os carros em serviço de urgência, mas logo que possível emviam alguém. A cena repete-se por mais umas quantas chamadas telefónicas, durante mais de uma hora. Por fim, o homem telefona e informa que o ladrão conseguiu arrombar a porta e teve de o matar à facada.

Passados três minutos, três carros patrulha chegam com dez polícias. Querem saber onde está o morto e prender o homicida. Com um sorriso, o queixoso indica-lhes a porta da casa de banho e constata que bastaram três minutos para apanhar um morto e um homicida em legítima defesa, mas há mais de uma hora que ninguém chegava para o defender.

A realidade.

Em Novembro, uma mãe pede ajuda à autoridade policial, alegando violência da parte do marido e abuso sexual das crianças do casal, por parte do pai. Ainda estaria à espera da ajuda. Em Fevereiro, não suportando mais a situação, a mãe tenta suicidar-se e às crianças, como única forma de escaparem a uma forma de vida insuportável. A polícia, a polícia de investigação criminal, os jornais, as televisões, a opinião pública, os centros de apoio à família, chegam todos num lapso de tempo. O lapso de tempo suficiente para as crianças terem morrido e a mãe poder ser acusada de infanticida.

Triste país este onde a prioridade parece ser tornar as pessoas mais e meis infelizes.

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publicado por nivelar-por-cima às 16:28

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