Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2016

A América não presta

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O Primeiro Dia de Acção de Graças, Pintura de  Mike White

 

A América não presta. Esta América que conhecemos não presta. Os seus cidadãos são filhos daqueles que fugiram da repressão religiosa da liberal Inglaterra e da Alemanha e dos que escaparam à perseguição inquisitorial em Espanha ou Itália. Tudo perseguição contra o ensinamento evangélico. Pois mesmo esses perseguidos e refugiados rapidamente esqueceram a sua condição e encetaram as suas próprias caçadas contra inocentes. Americanos destes não prestam. São filhos de europeus mas perderam a memória.

Os primeiros colonos na América viram-se numa situação adversa e fatal. O clima, as estações do ano, as épocas de sementeira e colheita, as sementes que germinavam naqueles solos, tudo diferia das suas terras de origem. Os primeiros de todos encontraram-se perante morte certa, à fome. Mas não morreram porque os bons selvagens lhes ofereceram sementes e plantas jovens e ensinaram aquelas criaturas estranhas que tinham chegado às suas terras a cultivá-las. Os bons selvagens portaram-se conforme o mandamento do Amor ao Próximo, mesmo sem lhes ter sido anunciado o Evangelho. Os colonos, gente estranha naquela terra, fugidos à perseguição religiosa, degradados por razões políticas ou por crimes de sangue, aventureiros em busca de vida melhor, deram-se conta do acto de caridade daqueles selvagens de cor de pele avermelhada. Quando as suas novas sementes e plantas vingaram, os colonos rejubilaram. E festejaram com peru. Porque o peru é um galináceo oriundo da América. Os selvagens também haviam dado perus aos imigrantes e fugitivos da Europa e tinham-nos ensinado a domesticar e a criar espécies animais desconhecidas na Europa.

Agradecidos àqueles selvagens tão bons, os refugiados e imigrantes chegados da Europa que conseguiram sobreviver aquele primeiro ano de ocupação de terras estrangeiras onde foram bem acolhidos, deram graças a Deus. Assaram a carne daquela terra, o peru, acompanharam-na com os legumes daquela terra, milho, abóbora, frutos silvestres. Europeus emigrados e nativos do Novo Mundo banquetearam-se em comum, os primeiros dando graças a Deus por terem encontrado gente tão boa que os tinha ajudado a sobreviver os de lá com uma humildade natural. Talvez isto se reporte ao ano 1621.

Praticamente Dia Nacional Americano, o Dia de Acção de Graças ou Thanksgiving Day, é celebrado nos Estados Unidos da América na quarta quinta-feira de Novembro. O gesto de gratidão mantém-se passados 400 anos. Entretanto, a ganância e a ingratidão dos fugitivos da Europa fê-los esquecer subitamente como tinham sido tratados pelos seus benfeitores selvagens e pouco depois encetaram uma matança que havia de conduzir ao genocídio de diversas tribos de nativos do Novo Mundo; usurparam a naturalidade aos seus anfitriões que passaram a ser considerados estrangeiros na própria terra em que tinham nascido, quando os europeus nem sabiam que aqueles lugares existiam.

Os descobridores europeus, em virtude da sua ignorância, chamaram índios aos nativos daquele Novo Mundo e à terra chamaram América, dando origem ao único continente da Terra com o nome decalcado de uma pessoa.

Estes refugiados europeus no Novo Mundo não tinham recebido as boas maneiras e cortesia que D. Catarina de Bragança ensinaria em terras britânicas nem tão pouco às evangélicas e corresponderam muito mal à gentileza com que foram recebidos no Novo Mundo. Àqueles a cuja mão tinham ido comer, os nativos de além-Atlântico, perseguiram, torturaram, roubaram as terras e violaram as filhas, expulsaram-nos das suas próprias casas e disseram que não os conheciam de lado nenhum. Esta América e estes americanos não prestam.

Usam pistolas e todo o tipo de instrumentos de morte como um europeu usa gravata ou soutien. A elegância deles é continuar a matar, como começaram quando invadiram o Novo Mundo. Levam pistolas para a escola como os europeus levam caneta, régua ou calculadora.

O negócio deles é fabricar armas e fomentar guerras entre povos e nações de boa gente, difundindo ideais de ódio para enriquecerem a vender instrumentos para matar. Os negócios americanos não prestam.

Não são demónios, não. Detiveram os tresloucados alemães da primeira e da segunda vez, os soviéticos um pouco por todo o mundo, embora nisto exista uma ligação com o seu negócio fundamental: a venda de instrumentos de guerra, mesmo com recurso à morte dos próprios americanos.

Os americanos já vão no segundo presidente, pelo menos o segundo, eleito com uma minoria de votos. São loucos estes americanos. E ingratos porque continuam a celebrar o Dia de Acção de Graças sem convidar os intermediários que Deus lhes enviou, os nativos selvagens do Novo Mundo.

Desenganem-se os que pensarem que este artigo é favorável aos antiamericanos, comunistas e outros. Este artigo é favorável aos bons selvagens, à gratidão, à vivência em paz com os vizinhos e entre povos, coisas que muitos americanos não devem conhecer.

E seria muito bom se conseguíssemos desabituar-nos de insultar os nativos do Novo Mundo chamando-lhes índios ou americanos, pois não são uma coisa nem outra.

 

publicado por nivelar-por-cima às 21:22

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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2016

Em defesa de Soares

soares e sá carneiro.jpeg

Muitos canonizaram Sá Carneiro porque ele morreu e não teve tempo para ir mais além.

Muitos diabolizam Mário Soares sem pensar.

Mário Soares, principalmente ele, mas também com a colaboração de Sá Carneiro evitaram que corresse sangue em Portugal com as tentativas de instauração de governos de cariz comunista.

Há a questão dos diamantes, do acidente do filho que terá levado à conversão da mulher. Ouvimos relatos de carnificinas desumanas por parte dos apoiantes de Jonas Savimbi.

Mas, quem ganha com a política da família Santos e Cª? Do PCP ao CDS, parece que tem muitos apoios. E todos sabemos o "bem" que fazem a toda a gente.

Quem sempre esteve contra Mário Soares, que fale mal.

Os que fizeram parte dos 300 000 na Alameda, em Lisboa, mais os outros que não puderam vir a Lisboa... podem criticar Mário Soares, desde que lhe agradeçam ter evitado a GUERRA. Porque não se tratava apenas da instauração de um regime comunista. Portugal é um país da OTAN, estava fora da esfera soviética, tinha, como tem, uma esmagadora maioria da população que nem considera a hipótese de viver num regime comunista - stalinista, cubano, chinês ou norte coreano - e caso os comunistas se tivessem apoderado do governo central, como se apoderaram da maior parte das câmaras municipais do país, teríamos ido para a GUERRA.

Sintetizando, Afonso Costa enviou 10 mil portugueses para a morte na I Guerra Mundial, para nada, Salazar poupou mortes de portugueses na II Guerra Munidal e Soares evitou uma Guerra Civil e as consequentes mortes.

Critique-se Soares, na hora da morte pelas muitas coisas más que fez, sem esquecer a paz que ele também fez. Não sozinho. Principalmente com Sá Carneiro e com os Nove. Mas sem Soares... a GUERRA seria muito provável.

publicado por nivelar-por-cima às 18:01

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Terça-feira, 22 de Novembro de 2016

Os doentes (pagadores de impostos) são os figurantes

hemodiálise.jpg

Chegam governos de direita e partem. Chegam governos de esquerda e partem. Voltam os de direita. Voltam os de esquerda. O mexilhão está sempre tramado. O mexilhão lixa-se sempre.
Ignorantes e estúpidos e incompetentes conseguem sempre tachos para se governarem à custa dos mais pobres.
Esta notícia, que já foi anunciada pelo ministro há dias é o que de mais iníquo e malvado pode existir.
O governo põe os administradores que lhe apetece num hospital. Eles conseguem que o hospital dê lucro (?) e os doentes são beneficiados com mais dinheiro para comprar mais equipamentos. O governo é tão incompetente que nem consegue nomear administradores capazes e o hospital dá prejuízo e os doentes são castigados, porque não é dado dinheiro ao hospital para comprar equipamentos necessários para salvar vidas.
Os doentes (pagadores de impostos) são os figurantes, não interessam nada. Os verdadeiros personagens desta peça são os administradores hospitalares e os membros do governo que têm que ver com isto.
Ao mesmo tempo, os médicos conseguiram que seja dado mais dinheiro aos hospitais para comprarem o que entenderem (e a quem entenderem, que grande tramóia!) sem darem conta a ninguém.
Não, o povo nem figurante é. Apenas cobaia.
Vem a propósito perguntar qual a razão porque o hospital deixou de ser obrigado a entregar aos herdeiros uma declaração com a causa de morte de um doente?
Democracia é governo do povo. Isto é outra cracia qualquer.

Vem esta conversa a propósito da medida anunciada nesta notícia, que coloca o lucro do governo e da banca e de quem faz o estudo acima do lucro do doente e contribuinte pagador.

 

Ver notícia aqui

publicado por nivelar-por-cima às 10:17

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Sexta-feira, 28 de Outubro de 2016

Neorracismo

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No livro da quarta classe estava bem explicada a diferença entre as quatro principais raças humanas: amarelos, brancos, pretos e vermelhos. Explicada e ilustrada com desenhos dos rostos. Memorizei a principal característica, ou a que me pareceu principal: a inteligência. Textualmente lia-se que os amarelos eram os mais inteligentes, seguidos dos brancos e que os pretos eram os menos inteligentes. Provavelmente até existiam estudos que pudessem servir de base à afirmação. A qualidade e seriedade dos mesmos contesto hoje. Mas achei bastante interessante esta classificação, eu gosto muito de sistematizações, que certamente influenciou a minha maneira de pensar e a de tantos portugueses.

Enquanto eu aprendia isto na escola, tantos pretos eram humilhados, torturados e mortos nos Estados Unidos! Foi longo o caminho percorrido até um preto se sentar no primeiro lugar da sala oval. E ninguém tentou sequer provar que se tratou de um presidente mais estúpido que os anteriores.

A atitude racista e discriminatória das pessoas, umas contra as outras, nunca terminará. Somos diferentes e é natural que exista empatia pelos mais próximos, na língua, na cor da pele, ou, pelo contrário, antipatia.

A legislação que proíbe as raças e tenta impor às pessoas o que não é natural não ajuda em nada este sentimento básico, antes o estimula e orienta as pessoas para a mentira.

Uns somos brancos (os albinos?) outros pretos, a maior parte estamos entre a cor creme, ou castanho-rosa muito claro, e o castanho quase negro. Disparate é recriminar a constatação disso. A polícia e a imprensa não devem ou não podem dizer a cor da pele da pessoa que está a ser perseguida por um crime. As estatísticas devem ignorar a cor da pele ou a raça das pessoas. Os brancos apenas são brancos, os pretos apenas são pretos, os ciganos apenas são ciganos, aos olhos da lei, para fins médicos. Porque as raças existem mesmo e a lei reconhece-o e está cientificamente provado que há medicamentos e doenças que actuam de modo diferente em chineses e europeus.

Com excepção da elevada estatura, olhos azuis, cabelos louros, pele muito clara, as características da raça que habita o norte da Europa, atribuir a alguém indicadores de outra raça parece pejorativo. Isto sim é racismo.

A igualdade necessária entre homens e mulheres não está no facto de ocultar as diferenças, mas em considerá-las naturais, necessárias e úteis para ambos os sexos. O mesmo deve ser observado em relação às raças.

Junto da ONU, os ciganos conseguiram que a sua denominação oficial fosse aceita como: um Rom, uma Rommi, os Roma.

A imprensa deixou de se referir a ciganos e passou a designá-los por pessoas de etnia cigana. Mas a imprensa francesa foi mais longe e apenas lhes chama “gents du voyage”, isto é, gentes da viagem ou viajantes. Acham humilhante chamar ciganos aos ciganos. Mas os ciganos denominam-se a si mesmos por ciganos e identificam-se como tal.

Pode alguém renunciar a si mesmo, ao seu povo, à sua árvore genealógica? Não para não estar conectado com algum criminoso, mas por causa da cor da pele? Não nos parece. Não é por ser preta que uma pessoa é mais inteligente ou mais estúpida. E a inteligência parece estar equitativamente distribuída pelas raças e pelos sexos. As diferenças intelectuais e emotivas devem ser consideradas elementos enriquecedores e não demolidores.

O neorracismo é esta tendência macabra para ignorar as diferentes raças, como se fosse vergonha pertencer a um grupo rácico, a uma etnia, e fingir que todos temos a pele da mesma cor, criando estigmas, ilusões e uma nova forma de racismo.

Graças a Deus somos homens e mulheres, somos pretos, brancos, amarelos, vermelhos e uma infinidade de zonas intermédias, somos gordos e magros, altos e baixos, somos diferentes e filhos do mesmo Deus.

Créditos da imagem: Revista Audácia

publicado por nivelar-por-cima às 10:11

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Quarta-feira, 26 de Outubro de 2016

Eleições autárquicas – guia para votar

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 Quanta fruta podre se senta em cadeirões

nos salões nobres a presidir!

 

 

Falta menos de um ano para as eleições autárquicas. Muitos portugueses sentir-se-ão à americana: ter que escolher entre um candidato que sabem que é mau e outro que sabem que não serve. E todos os dias escutarem todas as dignidades e individualidades e a comunicação social e os políticos a acusarem quem não vota de ser responsável pelo estado do país. Não gostam? Tivessem saído de casa e ido votar, acusam. Como se em 60% de abstenção valesse algo um voto a mais ou a menos! Muitos não votam, são aliás a maioria, mas a maior parte destes tem vergonha de o assumir, tem medo de ser acusado de falta de civismo.

Algumas indicações muito úteis para avaliar um candidato a autarca, especialmente se já for repetente e puder ser avaliado com base no que fez.

O autarca sem ideias além de gastar o dinheiro que não lhe pertence é um dos mais perigosos praticantes da actividade política. São aqueles que fecham estradas onde os anteriores abriram e abrem onde eles fecharam; trocam os sentidos às ruas dando um elevado contributo para confundir a atrasar quem tem de se deslocar para trabalhar e não dispõe de um carro pago pelo Estado, isto é, por nós, com lugar reservado à porta do local de trabalho, que neste caso concreto será o portão principal da câmara municipal e sem pagar parquímetro. Estes espécimes também costumam alargar uns passeios para peões, reduzindo as faixas de rodagem para veículos e noutros locais aumentando as vias para carros e estreitando as dos peões: tudo apenas para fingir que deixam obra feita, uma vez que a cabecinha não dá para outras ideias mais úteis à comunidade.

Cuidado com os alcaguetes que tentam explorar os fregueses e os contribuintes.

Há os apaixonados pelos motores que trocam os carros todos da autarquia sempre que podem. Seguem a máxima que parece ter sido instituída pelo deputado Francisco Assis que se interrogaria:

- Qualquer dia querem que o presidente do Grupo Parlamentar ande de Clio quando se desloca em funções oficiais.

Quando for votar, o cidadão não se pode esquecer de saber antecipadamente se o concorrente pretende gastar o dinheiro do cidadão em carros do género dos que têm muitos presidentes de câmara que, se se deslocassem num Clio, certamente cairiam no ridículo e arrastariam para a lama as terras que representam.

É preciso pensar também que quando um presidente de câmara troca os carros da autarquia, ainda seminovos, está a dar lucro às fábricas de automóveis – no estrangeiro – em vez de dar trabalho às oficinas que em Portugal empregam portugueses.

Uma questão a ter em conta é a necessidade absoluta de saber se vai perder o seu tempo a votar em alguém para governar a autarquia ou se está apenas a fazer figura de parvo para colocar um degrau a alguém que, após a eleição se borrifa para os eleitores e marcha para voos mais altos como ministro ou administrador de alguma empresa que o queira premiar pela sua dedicação.

Outro factor de avaliação é a exequibilidade do que o candidato afirma e propõe. Quem não tem ideia nenhuma de fazer seja o que for em prol do eleitor pode prometer tudo. Os asnos e os ingénuos costumam acreditar e votar nesses e depois lamentarem-se.

Por outro lado é preciso cuidado na interpretação das palavras deste artigo. Os administradores autárquicos têm uma grande capacidade para aceitar cunhas e resolver grandes problemas. Se quem lhe prometeu um emprego através da autarquia ou resolver um qualquer problema estiver na situação descrita como má, não hesite: vote nele! Aquele seu problema provavelmente ficará resolvido. Em contrapartida, você continuará a ser um explorado e humilhado por indivíduos que têm uma formação tão sólida que são capazes de pensar que têm direito a andar num carro acima do Clio. Provavelmente porque acreditam que vivem num democracia em que uns são mais democratas que outros e isso lhes confere o direito a viverem à custa dos outros com carro de luxo e lugar privativo para estacionamento em local público absolutamente gratuito.

Tem menos de um ano para pensar, escolher e decidir. E se pensa que pode fazer melhor e de modo menos interesseiro que os candidatos escolhidos pelos partidos (por que razão os partidos escolherão candidatos de tão má qualidade?), então candidate-se. É um direito que lhe assiste. Para que não se veja na situação dos americanos que vão ter que decidir quem é o menos mau, Clinton ou Trump, decisão difícil porque são ambos péssimos.

publicado por nivelar-por-cima às 09:35

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Segunda-feira, 26 de Setembro de 2016

Políticos querem sexo aos 10 anos?

 

preservativo.jpg

 

Na Roma Antiga, o cônsul dispunha de amplos poderes. O outro exemplo de consulado que temos ocorre na Revolução francesa e, logo de seguida, com o Primeiro Cônsul Napoleão Bonaparte. Em qualquer dos casos, os cônsules quiseram essencialmente saber de si mesmos e da manipulação do Estado em seu favor. Napoleão, em nome da Liberdade, Igualdade e Fraternidade – que saberia ele destas coisas – convenceu o povo francês, gente ignorante, a acompanhá-lo através de toda a Europa, deleitando-se a assassinar gente simples, a incendiar campos semeados, casas de habitação, a mandar aos seus soldados que violassem as mulheres cujas famílias e vida estavam a destruir, evitando assim dar-lhes outro pagamento, em dinheiro, pelo terrorismo que realizavam por toda a Europa.

Ainda assim, tanto em França, como entre as nações destruídas, muitos homens de espírito e mente fraca apoiaram o Imperador de França, permitindo-lhe cometer todas as barbaridades com a maior arbitrariedade possível. Das consequências deste miserável consulado foram testemunhas muitos camponeses e demais povo, mesmo nobres, em Portugal, no início do século XIX.

Definida a ideia e toda a carga negativa que a acompanha, voltemo-nos para o consulado de José Sócrates. Podíamos começar pela vaidade no vestir e comparar Sócrates e Bonaparte, mas ficamo-nos pela Lei 60/2009, que leva as assinaturas de Jaime Gama, Cavaco Silva e José Sócrates.

Trata-se de uma lei feita por quem não entende de educação, nem de sexualidade, nem de crianças, nem sequer das condições de funcionamento de uma escola.

Esta lei ver aqui a lei estipula a obrigação de as escolas distribuírem preservativos ou outros contraceptivos adequados a meninas e rapazes de 10 ou mais anos. Estabelece também um emaranhado esquema de ensino de sexualidade a pessoas que obviamente não estão preparadas. Não basta um homem, professor de uma qualquer disciplina, ser designado pelos outros professores como encarregado do ensino da sexualidade, para ter competência para ensinar meninas de 10 anos, de lhes fornecer preservativos e de as ensinar a usá-los, assim como aos rapazes.

E quando já se pensava que Sócrates estava morto e a caminho de enterrar, surge a deputada Inês Lamego, uma deputada de substituição, com pouco tempo para dar nas vistas, que vem pedir o cumprimento da lei iníqua numa atitude que a traz para a primeira página dos jornais e para os telejornais.

É lamentável que as nossas crianças sejam assim tratadas num abjecto jogo partidário.

 

publicado por nivelar-por-cima às 23:11

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Árvores bombeiras

árvores bombeiras.jpg

 

Já o meu avô sabia que árvores e condições florestais melhor se opunham à propagação dos incêndios. Sabia o meu avô, como todos na aldeia sabiam e por toda a serra.

Veio a hipótese de lucro com o eucalipto e a maior parte das gentes da floresta decidiu arriscar para ganhar um pouco com as novas espécies que faziam perigar a floresta e as povoações para ganhar alguns tostões e dar milhões a ganhar aos tubarões da madeira e do papel.

Como tantas vezes acontece, a descoberta da evidência ancestral por uns investigadores que devem estar a ser bem pagos para isso, é notícia ver aqui. E vale pela notícia, pelo barulho, porque nada mudará, ou já teria mudado, pois o meu avô, se fosse vivo, já teria mais de 100 anos.

Continuar-se-ão a plantar árvores que ardem como palha, pela estupidez, ignorância e ganância de alguns, e os homens cinzentos das multinacionais, das celuloses, dos governos, das finanças continuarão a encher as suas casas à custa dos desgraçados.

 

publicado por nivelar-por-cima às 12:35

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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2016

Hospitais: trigo e joio

 

Quando um funcionário de um banco, da construção civil, de uma loja, faz asneira grande é punido.

Os padres costumam defender-se uns aos outros. Assim como os professores. E os médicos. Em vez de separarem o trigo do joio, julgam que cuidando do joio evitam que o trigo se confunda com o joio. Idiotas!

Maria foi medicada com comprimidos para emagrecer, enquanto a médica quase a insultava por comer muito e não fazer exercício. Depois de muito tempo nesta andança, um oftalmologista enviou-a com urgência para neurocirurgia onde por pouco lhe salvaram a vida, pois o tumor cerebral que lhe provocava todo o mal-estar estava já muito grande.

Luísa era seguida a peso de ouro por um neurologista, com diagnóstico de uma doença que ninguém conhecia. Um exame oftalmológico que pediu e que revelava uma sombra a ser identificada, pois desvalorizado pelo neurologista. Consultado um médico nos Estados Unidos, a tal sombra revelou-se um tumor maligno. Luísa faleceu: já era demasiado tarde.

Ao neto de Emília foi diagnosticada leucemia. Os tratamentos foram relativamente bem sucedidos. Quando parecia que ia ficar bom, um engano num tratamento arrasou com o jovem. Faleceu.

Áurea estava a ser picada por duas enfermeiras para lhe extraírem do dedo sangue para uma tira de reagente INR. Uma enfermeira não conseguia tirar sangue na quantidade necessária, a outra reclamava que não podiam continuar a gastar fitas que eram muito caras. Fui eu que, enquanto acompanhante, tive que me apropriar dos instrumentos e retirar o sangue à Áurea.

Albano sofreu um AVC isquémico. Transportado à urgência hospitalar foi andando de corredor em corredor, de sala de espera em sala de espera, até ser transferido para um anexo para morrer, porque entretanto, já não havia nada a fazer.

Gracinda caiu e fracturou a anca. Idosa e tomando muitos medicamentos, foi entregue na urgência hospitalar a lista completa dos mesmos. Foi medicada com Tramadol. Os rins pararam, o fígado parou, o cérebro foi afectado. Foi então pedida a lista de medicamentos que tomava, porque se tinha sido entregue outra anteriormente, tinha desaparecido. O Tramadol foi substituído por Ben-u-ron. O registo dos medicamentos administrados foi negado aos familiares (pudera!). Gracinda faleceu.

Continuam a valer-nos os bons profissionais de cuidados de saúde (que são muitos) e os bons serviços funerários.

(os casos são verídicos, os nomes estão trocados)

publicado por nivelar-por-cima às 09:16

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Sexta-feira, 1 de Julho de 2016

O sonho parece estar perto. O país rejubila. Tudo vai bem.

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 Rui Patrício defende penalti e...

Portugal está nas meias finais do Euro! O sonho parece estar perto. O país rejubila. Tudo vai bem.

taxi aeroporto.jpg

O meu filho teve de trocar de carro para entrar no centro de Lisboa, por causa da emissão de gases poluentes. O carro era antigo. Não foi só o meu filho, muitas pessoas foram afectadas. Os dirigentes das associações de taxis diziam ontem que confiavam poder continuar a entrar ilegalmente no centro de Lisboa, que a polícia continuaria a compreender a situação deles.

Uns ignorantes acham que salvam Lisboa permitindo apenas aos ricos entrar nela, mas quem tem bons relacionamentos... transgride a lei.

Mas...

Portugal está nas meias finais do Euro! O sonho parece estar perto. O país rejubila. Tudo vai bem.

O primeiro-ministro representa Portugal nos jogos do Euro. Lá estava ele no Portugal-Polónia. Será que pagou ele a deslocação e estadia ou seremos nós a pagar? Mas, que interessa isso?

Portugal está nas meias finais do Euro! O sonho parece estar perto. O país rejubila. Tudo vai bem.

A função pública continua a usufruir das benesses que Salazar criou e que vão sendo desenvolvidas. Quem trabalha para privados trabalha... as horas que forem precisas, mas os privilegiados da função pública ficar-se-ão pelas 35 horas.

Mas...

Portugal está nas meias finais do Euro! O sonho parece estar perto. O país rejubila. Tudo vai bem.

 

publicado por nivelar-por-cima às 08:37

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Domingo, 24 de Abril de 2016

Cravos vermelhos

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Santo António de Lisboa, nascido e baptizado em Alfama, irradiou para todo o mundo a Palavra de Deus e o nome de Portugal. Em vida, notabilizou-se pelo dom da palavra, pelo exercício da caridade, pelo entendimento das Escrituras.

Em Lisboa, é celebrado como santo casamenteiro, como auxílio para encontrar qualquer coisa perdida, com o pão de Santo António, com manjericos, com cravos vermelhos, e também de outras cores, naturais e em papel e são erigidos belos tronos.

Em 1974, uma florista da Baixa de Lisboa, celebrou a Paz, tampando a boca de espingardas com cravos vermelhos. Rapidamente os comunistas adoptaram o cravo vermelho como símbolo da sua ideologia e os anti-revolucionários excomungaram a mesma flor, esquecendo, além do mais, Santo António e cedendo o símbolo àqueles.

Alguma noiva terá desistido de usar rosas cor-de-rosa no casamento para não se parecer com o Partido Socialista? Não creio. E se algumas existiram, não fizeram regra. Não entendo qual é a razão por que continuamos a deixar assim manipular a flor que durante tantos anos foi de Santo António. Querem uns usarem-na para celebrar a data do 25 de Abril. Querem outros usarem-na como bandeira comunista ou de esquerda. Que o façam. Mas que parem de olhar os devotos de Santo António como se usando a flor se estivessem a alistar em alguma coisa em que não se alistaram. E os devotos de Santo António que percam toda e qualquer inibição de usar a flor do padroeiro de Lisboa.

publicado por nivelar-por-cima às 19:03

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