Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2017

De Jesus a Maddie McCann

Perder um filho.jpg

Pais aflitos, pais ansiosos, pais à procura de filhos, que se perderam na praia, no mar, no bairro, na serra, que se perderam na vida, com os amigos, são pais contraídos, pais cabisbaixos, silenciosos, pais que gritam pelos filhos desaparecidos, chamando-os, usando os meios que podem e sabem.

Pais que usam a exposição à comunicação social e parecem ganhar dinheiro à custa dos filhos desaparecidos, são outra história.
Há pais que não seriam capazes de encetar uma batalha judicial para serem indemnizados por um erro médico contra o seu filho, pelo recato que a si mesmos exigem naquela relação familiar.
Quantas são as famílias que não perderam já de vista um filho? Mesmo Jesus se perdeu, e por culpa sua, de Maria e José, que não terão estado suficientemente atentos.
Parece que os pais da criança desaparecida já receberam bastante dinheiro. E continuam em tribunal, e querem continuar, para receber mais.
Por mais inocentes que sejam, este não é o modo de convencer ninguém.
E qual a razão porque a imprensa inglesa os defende tanto, quando sabemos que há tantas crianças desaparecidas? Mesmo o governo inglês veio em sua defesa? Até o papa acabou arrolado na defesa.
Coisa muito triste.
Naquele Reino Unido, certamente se os pais fossem portugueses, os outros filhos já lhes teriam sido retirados.
 
 
 
publicado por nivelar-por-cima às 14:49

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Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2017

Intoxicação a pedido

incêndio enxofre.jpg

Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2017, pela madrugada deflagrou um incêndio em instalações fabris, em Setúbal. Eu soube desse acontecimento pelas notícias da manhã, em que também informavam que as populações estavam a ser aconselhadas a recolher-se dentro das suas casas, com as janelas fechadas e calafetadas para se protegerem dos imensos fumos perigosos que estavam a desprender-se.

Eu percebi de imediato o logro que isto implicava. Se o fumo é perigoso, as pessoas são aconselhadas a isolar-se, no meio do fumo e à mercê de todas as infiltrações possíveis?

Depois vieram os encerramentos das escolas, mas as notícias continuavam a falar em as populações se protegerem, fechando-se nas suas casas.

Finalmente começaram os internamentos por intoxicação por fumos.

As mazelas que ficarem… daqui a algum tempo, quem vai conseguir provar que são consequência desta brincadeira.

O procedimento normal seria as pessoas terem sido aconselhadas a abandonarem as suas casas, ficando a vigilância a cargo das forças policiais. Para quem não tivesse alternativa para se instalar, seria accionado o seguro da empresa onde deflagrou o fogo, e as pessoas seriam instaladas, inclusivamente em hotéis, se necessário.

Quem defende os mais fracos, os que estão no fim da cadeia social? Parece que ninguém.

A Protecção Civil é tão útil como se constatou. Nestas situações mais parece uma das muitas esponjas de dinheiro. Quem foi incompetente? Vários. Quem ganhou? Para já a seguradora ou a empresa se não possuía seguro adequado.

 

publicado por nivelar-por-cima às 19:46

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Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2017

Corveia

corveia.jpg

Durante a Idade Média os senhores feudais, nobreza e clero, levavam uma vida despreocupada, obrigando pela força das armas, das leis que eles mesmos faziam e muitas vezes invocando em vão o santo nome de Deus.

Um destes métodos de opressão chamava-se corveia.

A corveia existiu desde há milhares de anos, já no Egipto e também na Ásia. Permaneceu na Idade Média.

A pessoa que habitava nalgum lugar ficava automaticamente sujeita ao senhor desse lugar, sendo seu vassalo. Para pagar a possibilidade de habitar tinha de pagar, recebendo supostamente protecção, podendo usar o castelo como abrigo em caso de ataque inimigo.

A corveia consistia na obrigação de trabalhar metade da semana para o senhor feudal, sem qualquer pagamento. Uma forma subtil de escravatura. Como foi possível multidões terem vivido tanto tempo em regime de escravatura total?

publicado por nivelar-por-cima às 19:38

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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2017

Banalidade

trabalho feudal.jpg

 

Chama-se banalidade o direito que o senhor feudal tinha de impor aos vilões a utilização do seu moinho para moer os grãos de cereais, o seu forno para cozer pão, o seu balneário, o seu lagar para produzir azeite. Este direito estendia-se à proibição de os subditos erguerem sistemas concorrentes, para seu uso particular ou quaisquer outros, sendo alvo de castigos e penalidades nesse caso.

Em França, nalguns lugares, só o senhor tinha direito a ter boi ou javali e o vilão que provocasse deliberadamente o coito entre pares bovinos ou porcinos ficava sob a alçada da lei.

As banalidades foram abolidas em França no dia 4 de Agosto de 1789 (20 dias após a Revolução). Muitas banalidades se mantiveram por toda a Europa, incluindo Portugal até ao século XIX.

Como foi possível alguns infligirem tanto sofrimento e exploração a tantos!

publicado por nivelar-por-cima às 20:30

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Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2017

Jogar póker com os acordistas

 

O bom jogador de póker (creio que o termo póquer não é consensual) não é o que sabe muito bem as regras, mas o que sabe olhar nos olhos do adversário e perceber quando é o momento de ceder para não perder mais ou de avançar de modo estratégico, porque o adversário já está derrotado e quanto mais ele se arrastar a pensar que nem tudo está perdido, maior será o ganho daquele que vai sair vitorioso.

O mesmo pensamento está presente nas discussões de mercado, fosse no Norte de África há uns anos (ainda é?) ou nas feiras de ciganos. ´Seria interessante comparar os métodos. O cigano normalmente cede no preço porque já estava a contar com isso quando elaborou a tabela. O chinês não faz descontos. Baixa logo o preço ao máximo, ou faz parecer isso, e não faz favores.

Jogo e negócio de feira para falar de palavras.

Finalmente e pela primeira vez os acordistas cederam. Embora apenas nalguns casos, cederam. Este é o momento de olhá-los nos olhos, profundamente com a sagacidade e lucides do jogador de póker ou a argúcia do cigano ou do magrebino. Eles não tinham preço fixo, como têm os chineses, eles têm pés de barro.

Se os iluminados da Academia das Ciências cederam em 5%, há que saber encará-los com a serenidade conveniente. Esperar que cedam mais 5% por cento, até à derrocada final, ou exigir já mais e mais.

A arrogância começa a desvanecer-se. Já admitem melhorar. Que melhorem, de degrau em degrau, até à consumação da esperança da comunidade lusófona, até à erradicação da afronta que foi feita a quem fala português.

É necessário fazê-los cair em contradição, o que nem é difícil, porque a tese deles não é coerente.

É altura de parar de gritar contra o AO90, ignoremo-lo. Exaltemos apenas a língua portuguesa, exigindo que seja respeitada. Ela é a herança que recebemos e a que temos que deixar.

publicado por nivelar-por-cima às 20:38

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Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2017

Trump tem razão

Trump: O México pagará pelo muro a erguer na fronteira entre os dois países.

Para se entender como os muros são algo muito caro aos americanos, recordamos algumas fotografias de Berlim.

 

muro berlim fuga.jpg

Fuga para a morte ou da morte de quem resistiu aos comunistas. O muro era para os não comunistas não poderem fugir em liberdade para a liberdade. Os americanos apoiam os muros?

 

muro berlim fuga morte prisão.com

 Talvez um americano ou um alemão apoiante dos americanos preso pelos soldados da Alemanha Oriental, ao tentar passar o muro. Os americanos apoiam os muros?

 

muro berlim morte.jpg

 

Este ia atravessar o muro. Anticomunista. Mas os americanos defendem os muros. Alguns pensam que muros, depois de Berlim, nunca mais.

 

Trump: Falei com oficiais dos serviços secretos e perguntei-lhes: ‘Funciona? A tortura funciona?’ E eles responderam-me: ‘Sim, absolutamente!’

Sim, quero trazer de volta a tortura.

 

tortura vietname do norte.JPG

Assim os norte-vietnamitas, os vietcongs torturaram os soldados americanos. Donald Trump acha bem. Será que os veteranos de guerra americanos do Vietname tamb+em acham? É que Trump nem soldado foi.

 

menina vietnamita.JPG

Houve tempos em que os americanos combateram a tortura. Salvaram vietnamitas inocentes de serem torturados ou mortos. Hoje o presidente americano acha que a tortura é boa e quer torná-la oficial. O retorno à Idade Média?

 

Trump quer que o México pague o muro que ele vai construir. Vai certamente chantagear. Ele que devia pelo menos fingir usar métodos legais e honestos. Mas nem impostos paga! Ele quer humilhar a vítima. Na China, as execuções à morte são com um tiro na nuca. Se a família do infeliz que foi condenado à morte por não ser comunista quiser receber o corpo para fazer o luto tem de pagar ao Estado o valor da bala.

 

execução nuca china.jpg

  Humilhação total! Trump ao querer fazer o México pagar o muro está a fazer como os chefes comunistas da China.

 

publicado por nivelar-por-cima às 17:52

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Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2016

A América não presta

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O Primeiro Dia de Acção de Graças, Pintura de  Mike White

 

A América não presta. Esta América que conhecemos não presta. Os seus cidadãos são filhos daqueles que fugiram da repressão religiosa da liberal Inglaterra e da Alemanha e dos que escaparam à perseguição inquisitorial em Espanha ou Itália. Tudo perseguição contra o ensinamento evangélico. Pois mesmo esses perseguidos e refugiados rapidamente esqueceram a sua condição e encetaram as suas próprias caçadas contra inocentes. Americanos destes não prestam. São filhos de europeus mas perderam a memória.

Os primeiros colonos na América viram-se numa situação adversa e fatal. O clima, as estações do ano, as épocas de sementeira e colheita, as sementes que germinavam naqueles solos, tudo diferia das suas terras de origem. Os primeiros de todos encontraram-se perante morte certa, à fome. Mas não morreram porque os bons selvagens lhes ofereceram sementes e plantas jovens e ensinaram aquelas criaturas estranhas que tinham chegado às suas terras a cultivá-las. Os bons selvagens portaram-se conforme o mandamento do Amor ao Próximo, mesmo sem lhes ter sido anunciado o Evangelho. Os colonos, gente estranha naquela terra, fugidos à perseguição religiosa, degradados por razões políticas ou por crimes de sangue, aventureiros em busca de vida melhor, deram-se conta do acto de caridade daqueles selvagens de cor de pele avermelhada. Quando as suas novas sementes e plantas vingaram, os colonos rejubilaram. E festejaram com peru. Porque o peru é um galináceo oriundo da América. Os selvagens também haviam dado perus aos imigrantes e fugitivos da Europa e tinham-nos ensinado a domesticar e a criar espécies animais desconhecidas na Europa.

Agradecidos àqueles selvagens tão bons, os refugiados e imigrantes chegados da Europa que conseguiram sobreviver aquele primeiro ano de ocupação de terras estrangeiras onde foram bem acolhidos, deram graças a Deus. Assaram a carne daquela terra, o peru, acompanharam-na com os legumes daquela terra, milho, abóbora, frutos silvestres. Europeus emigrados e nativos do Novo Mundo banquetearam-se em comum, os primeiros dando graças a Deus por terem encontrado gente tão boa que os tinha ajudado a sobreviver os de lá com uma humildade natural. Talvez isto se reporte ao ano 1621.

Praticamente Dia Nacional Americano, o Dia de Acção de Graças ou Thanksgiving Day, é celebrado nos Estados Unidos da América na quarta quinta-feira de Novembro. O gesto de gratidão mantém-se passados 400 anos. Entretanto, a ganância e a ingratidão dos fugitivos da Europa fê-los esquecer subitamente como tinham sido tratados pelos seus benfeitores selvagens e pouco depois encetaram uma matança que havia de conduzir ao genocídio de diversas tribos de nativos do Novo Mundo; usurparam a naturalidade aos seus anfitriões que passaram a ser considerados estrangeiros na própria terra em que tinham nascido, quando os europeus nem sabiam que aqueles lugares existiam.

Os descobridores europeus, em virtude da sua ignorância, chamaram índios aos nativos daquele Novo Mundo e à terra chamaram América, dando origem ao único continente da Terra com o nome decalcado de uma pessoa.

Estes refugiados europeus no Novo Mundo não tinham recebido as boas maneiras e cortesia que D. Catarina de Bragança ensinaria em terras britânicas nem tão pouco às evangélicas e corresponderam muito mal à gentileza com que foram recebidos no Novo Mundo. Àqueles a cuja mão tinham ido comer, os nativos de além-Atlântico, perseguiram, torturaram, roubaram as terras e violaram as filhas, expulsaram-nos das suas próprias casas e disseram que não os conheciam de lado nenhum. Esta América e estes americanos não prestam.

Usam pistolas e todo o tipo de instrumentos de morte como um europeu usa gravata ou soutien. A elegância deles é continuar a matar, como começaram quando invadiram o Novo Mundo. Levam pistolas para a escola como os europeus levam caneta, régua ou calculadora.

O negócio deles é fabricar armas e fomentar guerras entre povos e nações de boa gente, difundindo ideais de ódio para enriquecerem a vender instrumentos para matar. Os negócios americanos não prestam.

Não são demónios, não. Detiveram os tresloucados alemães da primeira e da segunda vez, os soviéticos um pouco por todo o mundo, embora nisto exista uma ligação com o seu negócio fundamental: a venda de instrumentos de guerra, mesmo com recurso à morte dos próprios americanos.

Os americanos já vão no segundo presidente, pelo menos o segundo, eleito com uma minoria de votos. São loucos estes americanos. E ingratos porque continuam a celebrar o Dia de Acção de Graças sem convidar os intermediários que Deus lhes enviou, os nativos selvagens do Novo Mundo.

Desenganem-se os que pensarem que este artigo é favorável aos antiamericanos, comunistas e outros. Este artigo é favorável aos bons selvagens, à gratidão, à vivência em paz com os vizinhos e entre povos, coisas que muitos americanos não devem conhecer.

E seria muito bom se conseguíssemos desabituar-nos de insultar os nativos do Novo Mundo chamando-lhes índios ou americanos, pois não são uma coisa nem outra.

 

publicado por nivelar-por-cima às 21:22

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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2016

Em defesa de Soares

soares e sá carneiro.jpeg

Muitos canonizaram Sá Carneiro porque ele morreu e não teve tempo para ir mais além.

Muitos diabolizam Mário Soares sem pensar.

Mário Soares, principalmente ele, mas também com a colaboração de Sá Carneiro evitaram que corresse sangue em Portugal com as tentativas de instauração de governos de cariz comunista.

Há a questão dos diamantes, do acidente do filho que terá levado à conversão da mulher. Ouvimos relatos de carnificinas desumanas por parte dos apoiantes de Jonas Savimbi.

Mas, quem ganha com a política da família Santos e Cª? Do PCP ao CDS, parece que tem muitos apoios. E todos sabemos o "bem" que fazem a toda a gente.

Quem sempre esteve contra Mário Soares, que fale mal.

Os que fizeram parte dos 300 000 na Alameda, em Lisboa, mais os outros que não puderam vir a Lisboa... podem criticar Mário Soares, desde que lhe agradeçam ter evitado a GUERRA. Porque não se tratava apenas da instauração de um regime comunista. Portugal é um país da OTAN, estava fora da esfera soviética, tinha, como tem, uma esmagadora maioria da população que nem considera a hipótese de viver num regime comunista - stalinista, cubano, chinês ou norte coreano - e caso os comunistas se tivessem apoderado do governo central, como se apoderaram da maior parte das câmaras municipais do país, teríamos ido para a GUERRA.

Sintetizando, Afonso Costa enviou 10 mil portugueses para a morte na I Guerra Mundial, para nada, Salazar poupou mortes de portugueses na II Guerra Munidal e Soares evitou uma Guerra Civil e as consequentes mortes.

Critique-se Soares, na hora da morte pelas muitas coisas más que fez, sem esquecer a paz que ele também fez. Não sozinho. Principalmente com Sá Carneiro e com os Nove. Mas sem Soares... a GUERRA seria muito provável.

publicado por nivelar-por-cima às 18:01

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Terça-feira, 22 de Novembro de 2016

Os doentes (pagadores de impostos) são os figurantes

hemodiálise.jpg

Chegam governos de direita e partem. Chegam governos de esquerda e partem. Voltam os de direita. Voltam os de esquerda. O mexilhão está sempre tramado. O mexilhão lixa-se sempre.
Ignorantes e estúpidos e incompetentes conseguem sempre tachos para se governarem à custa dos mais pobres.
Esta notícia, que já foi anunciada pelo ministro há dias é o que de mais iníquo e malvado pode existir.
O governo põe os administradores que lhe apetece num hospital. Eles conseguem que o hospital dê lucro (?) e os doentes são beneficiados com mais dinheiro para comprar mais equipamentos. O governo é tão incompetente que nem consegue nomear administradores capazes e o hospital dá prejuízo e os doentes são castigados, porque não é dado dinheiro ao hospital para comprar equipamentos necessários para salvar vidas.
Os doentes (pagadores de impostos) são os figurantes, não interessam nada. Os verdadeiros personagens desta peça são os administradores hospitalares e os membros do governo que têm que ver com isto.
Ao mesmo tempo, os médicos conseguiram que seja dado mais dinheiro aos hospitais para comprarem o que entenderem (e a quem entenderem, que grande tramóia!) sem darem conta a ninguém.
Não, o povo nem figurante é. Apenas cobaia.
Vem a propósito perguntar qual a razão porque o hospital deixou de ser obrigado a entregar aos herdeiros uma declaração com a causa de morte de um doente?
Democracia é governo do povo. Isto é outra cracia qualquer.

Vem esta conversa a propósito da medida anunciada nesta notícia, que coloca o lucro do governo e da banca e de quem faz o estudo acima do lucro do doente e contribuinte pagador.

 

Ver notícia aqui

publicado por nivelar-por-cima às 10:17

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Sexta-feira, 28 de Outubro de 2016

Neorracismo

racismo revista audácia.jpg

No livro da quarta classe estava bem explicada a diferença entre as quatro principais raças humanas: amarelos, brancos, pretos e vermelhos. Explicada e ilustrada com desenhos dos rostos. Memorizei a principal característica, ou a que me pareceu principal: a inteligência. Textualmente lia-se que os amarelos eram os mais inteligentes, seguidos dos brancos e que os pretos eram os menos inteligentes. Provavelmente até existiam estudos que pudessem servir de base à afirmação. A qualidade e seriedade dos mesmos contesto hoje. Mas achei bastante interessante esta classificação, eu gosto muito de sistematizações, que certamente influenciou a minha maneira de pensar e a de tantos portugueses.

Enquanto eu aprendia isto na escola, tantos pretos eram humilhados, torturados e mortos nos Estados Unidos! Foi longo o caminho percorrido até um preto se sentar no primeiro lugar da sala oval. E ninguém tentou sequer provar que se tratou de um presidente mais estúpido que os anteriores.

A atitude racista e discriminatória das pessoas, umas contra as outras, nunca terminará. Somos diferentes e é natural que exista empatia pelos mais próximos, na língua, na cor da pele, ou, pelo contrário, antipatia.

A legislação que proíbe as raças e tenta impor às pessoas o que não é natural não ajuda em nada este sentimento básico, antes o estimula e orienta as pessoas para a mentira.

Uns somos brancos (os albinos?) outros pretos, a maior parte estamos entre a cor creme, ou castanho-rosa muito claro, e o castanho quase negro. Disparate é recriminar a constatação disso. A polícia e a imprensa não devem ou não podem dizer a cor da pele da pessoa que está a ser perseguida por um crime. As estatísticas devem ignorar a cor da pele ou a raça das pessoas. Os brancos apenas são brancos, os pretos apenas são pretos, os ciganos apenas são ciganos, aos olhos da lei, para fins médicos. Porque as raças existem mesmo e a lei reconhece-o e está cientificamente provado que há medicamentos e doenças que actuam de modo diferente em chineses e europeus.

Com excepção da elevada estatura, olhos azuis, cabelos louros, pele muito clara, as características da raça que habita o norte da Europa, atribuir a alguém indicadores de outra raça parece pejorativo. Isto sim é racismo.

A igualdade necessária entre homens e mulheres não está no facto de ocultar as diferenças, mas em considerá-las naturais, necessárias e úteis para ambos os sexos. O mesmo deve ser observado em relação às raças.

Junto da ONU, os ciganos conseguiram que a sua denominação oficial fosse aceita como: um Rom, uma Rommi, os Roma.

A imprensa deixou de se referir a ciganos e passou a designá-los por pessoas de etnia cigana. Mas a imprensa francesa foi mais longe e apenas lhes chama “gents du voyage”, isto é, gentes da viagem ou viajantes. Acham humilhante chamar ciganos aos ciganos. Mas os ciganos denominam-se a si mesmos por ciganos e identificam-se como tal.

Pode alguém renunciar a si mesmo, ao seu povo, à sua árvore genealógica? Não para não estar conectado com algum criminoso, mas por causa da cor da pele? Não nos parece. Não é por ser preta que uma pessoa é mais inteligente ou mais estúpida. E a inteligência parece estar equitativamente distribuída pelas raças e pelos sexos. As diferenças intelectuais e emotivas devem ser consideradas elementos enriquecedores e não demolidores.

O neorracismo é esta tendência macabra para ignorar as diferentes raças, como se fosse vergonha pertencer a um grupo rácico, a uma etnia, e fingir que todos temos a pele da mesma cor, criando estigmas, ilusões e uma nova forma de racismo.

Graças a Deus somos homens e mulheres, somos pretos, brancos, amarelos, vermelhos e uma infinidade de zonas intermédias, somos gordos e magros, altos e baixos, somos diferentes e filhos do mesmo Deus.

Créditos da imagem: Revista Audácia

publicado por nivelar-por-cima às 10:11

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